Eu nunca fui uma pessoa convencional, apegada a tradições. Ao contrário, sempre gostei de coisas diferentes, com um toque de criatividade. Para mim, a combinação vestido de noiva+buquê era bonita de se ver nos outros.
Mas quando o funcionário do cartório ligou dizendo que podíamos marcara data do casamento, vi que não sou tão diferente assim. Uma loucura porque não queria nada espalhafatoso, mas tinha que ter vestido, sapato, arrumar cabelo, fazer unha... afinal de contas, eu tinha acabado de me transformar em uma noiva.
No dia do casamento, minha sogra (que foi muuuuito bacana em tudo!) apareceu com um buquê. Na verdade uma rama simples com duas rosas lindas! E eu que nunca me imaginei carregando buquê e tinha convicção de que não combinava com minha personalidade de jeito nenhum, achei a coisa mais linda e fiquei super emocionada.
Lá no cartório Antón tremeu na hora de assinar, eu disse sim ao invés de consiento (na Espanha é consiento) e a juíza achou tudo lindo!
Toda essa introdução para dizer que o casamento realmente mexe com as emoções da gente. Que apesar de ser um contrato social, é feito por duas pessoas que sentem amor e querem ficar juntas.
E essa é a minha história. Fim.